terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

OFICINA “GERIR CULTURA JÁ!”

Apresentação

Atualmente, poucos são os estudos sobre a organização da cultura no Brasil e quase inexistentes as investigações acerca da formação profissional na área. Apesar de ser possível falar em políticas culturais no Brasil, desde os anos 30, com base nos experimentos de Mario de Andrade e de Gustavo Capanema, não se pode afirmar o desenvolvimento de uma tradição de atenção e mesmo de formação na área da gestão cultural.
O objetivo deste curso é compreender a gestão cultural contemporânea a partir de informações ocorridas no campo político, econômico e social. Considerando que esse contexto mais amplo proporciona vislumbrar o surgimento da gestão cultural como uma nova profissão.
Tecer os fios, ainda que invisíveis, que conformam o campo profissional pertinente à organização da cultura, envolvendo políticas, gestão e produção cultural. Noções de gestão e produção, nuances quase idênticas mas também com focos bem distintos de atuação.
Lidar com a multiplicidade de conhecimentos imprescindíveis para este profissional em um ambiente informal, na busca de alternativas na viabilização da expressão artística e possibilidade de encontros formativos e de reflexão sobre temas de interesses diversos. O desafio é compreender o processo de constituição do campo profissional em gestão cultural, contextualizando-o no mundo contemporâneo.

Metodologia

Programa de formação para gestores culturais, delineando as técnicas de gestão e produção cultural, incluindo aspectos teóricos e práticos.

A construção de um gestor cultural no cotidiano não se dá de forma linear e organizada. A metologia aplicada nesta oficina visa inserir o aluno nesta vertiginosa busca por conhecimento em áreas diversas, com agilidade e pressão de resultados exigidos pelo mercado, flexibilidade nas técnicas de atuação, sensibilidade artística, visão comercial e econômica e apurada discussão crítica das ações.
Para isso, a formação destes alunos não será realizada num formato de palestra explanativa. São utilizadas ferramentas práticas, dinâmicas e construção de ambientes físicos que se assemelham com situações reais, onde o aluno terá que administrar os conceitos teóricos na prática em conjunto, com acompanhamento consultor do ministrante.

Dividido em 10 módulos, o aluno é incentivado a buscar soluções autônomas para desenvolver seu próprio empreendimento, seja um projeto ou mesmo um negócio.

Descritivo aula-a-aula (30 horas/aula)

1. Apresentação da metodologia
Políticas Culturais
2. O que é Cultura?
O que é Marketing?
Marcas
3. O que é Marketing Cultural?
Potencial econômico da atividade cultural
Economia Criativa
4. Produto cultural e Projeto cultural
Estudo de Caso 1 – “Gol Social”
5. Da idéia ao planejamento do produto
Direito autoral e Registro de obras
Objetivo-chave e Público-alvo
Tempo, Local e Segurança
6. Planejamento administrativo
Projeto-base I
Projeto-base II
7. Na busca de recursos
Leis de Incentivo à Cultura (Mecenato)
8. Outras opções de financiamento
Captação por meio de editais
9. Projeto de venda
Plano de reciprocidade
Plano de Comunicação
10. Relacionamento com a Imprensa e Stakeholders
Avaliação e prestação de contas
Estudo de Caso 3 - Festival de Teatro de Curitiba
Reflexões finais - Encerramento

Como organizar eventos culturais


Capacitação profissional em organização de eventos de pequeno à grande porte.

Indicado para realizadores de projetos e gestores de instituições sociais e culturais, de comportamento e entretenimento, e demais profissionais envolvidos na gestão cultural e de marketing de empresas.


Formatos
a) 12 horas de aulas teóricas e práticas ministradas por especialista na área.
b) 32 horas de aulas teóricas e práticas ministradas por especialista na área.

Conteúdo
• Dimensionamento do evento: público alvo, datas, local, etc.
• Cronograma de tarefas e datas
• Contratação de equipe
• Elaboração de projeto de venda e projeto para leis de incentivo
• Contato com patrocinadores
• Seleção da programação
• Contratação de juri ou curadoria
• Locação dos espaços físicos necessários
• Gestão da equipe contratada e temporária
• Parcerias/ patrocínios
• Divulgação do evento
• Execução
• Pós-produção


Obs. O conteúdo e foco do workshop poderão ser adaptado às necessidades do contratante.

Público alvo

Realizadores de eventos e projetos culturais ou empresariais.


Ministrante
Nany Semicek
Especialista em Gestão de Novos Negócios pela PUC-PR. Bacharel em Direção Teatral, pela Faculdade de Artes do Paraná, e atriz formada pelo curso técnico do Colégio Estadual do Paraná. Nany Semicek seguiu carreira de atriz e diretora teatral por 10 anos e é produtora de eventos teatrais, música e dança desde 1998. Foi Diretora Financeira do Sindicato dos Empresários e Produtores de Espetáculos do Paraná e, dentro da Calvin Entretenimento, exerceu a coordenação executiva do Festival de Teatro de Curitiba, Festival de Cinema de Curitiba e administração e programação do Teatro HSBC Curitiba. Foi Assessora da Diretoria de Operações e responsável por projetos de controle de qualidade e comunicação da empresa Ingresso Rápido, em São Paulo. Atualmente é curadora de teatro da Secretaria de Cultura de São Paulo, além de desenvolver pesquisas na área de políticas culturais.

Workshop Marketing Cultural


Capacitação profissional em marketing cultural, planejamento e implementação de estratégias de utilização de mecanismos culturais com foco no patrocínio empresarial e investimento social privado, abordando também as demais fontes de financiamento: editais, fundações, licenciamento de marcas e doações pessoais.Indicado para realizadores de projetos e gestores de instituições sociais e culturais, de comportamento e entretenimento, e demais profissionais envolvidos na gestão cultural e de marketing de empresas.


Formatos

a) 12 horas de aulas teóricas e práticas ministradas por especialista na área.
b) 32 horas de aulas teóricas e práticas ministradas por especialista na área.

Conteúdo
Conceitos de cultura e responsabilidade social. Planejamento estratégico, elaboração de projetos e orientações sobre posicionamento e comunicação para projetos e instituições, questões fundamentais para a captação de qualquer tipo de recurso.
Conteúdo intensivo sobre captação de patrocínio e investimento social privado, foco do Curso. Através de estudo de casos, as ferramentas de captação são apresentadas e discutidos em classe.

Obs. O conteúdo e foco do workshop poderão ser adaptado às necessidades do contratante.

Público alvo
Realizadores de projetos e gestores de instituições sociais, culturais, de comportamento e entretenimento, e demais profissionais envolvidos na captação de recursos.


Ministrante
Nany Semicek

Especialista em Gestão de Novos Negócios pela PUC-PR. Bacharel em Direção Teatral, pela Faculdade de Artes do Paraná, e atriz formada pelo curso técnico do Colégio Estadual do Paraná. Nany Semicek seguiu carreira de atriz e diretora teatral por 10 anos e é produtora de eventos teatrais, música e dança desde 1998. Foi Diretora Financeira do Sindicato dos Empresários e Produtores de Espetáculos do Paraná e, dentro da Calvin Entretenimento, exerceu a coordenação executiva do Festival de Teatro de Curitiba, Festival de Cinema de Curitiba e administração e programação do Teatro HSBC Curitiba. Foi Assessora da Diretoria de Operações e responsável por projetos de controle de qualidade e comunicação da empresa Ingresso Rápido, em São Paulo. Atualmente é curadora de teatro da Secretaria de Cultura de São Paulo, além de desenvolver pesquisas na área de políticas culturais.

Palestra – Festival de Teatro de Curitiba – Um senhor Festival!

Palestra sobre a experiência na Coordenação executiva do Festival de Teatro de Curitiba, o maior evento de artes cênicas do Brasil.

O Festival
O Festival de Teatro de Curitiba nasceu numa mesa de restaurante. Sem saber ao certo o alcance e a força das idéias que ali surgiram, um grupo de jovens amigos dava os primeiros passos para o que viria a ser um dos mais importantes eventos de teatro da atualidade. Os estudantes Leandro Knopfholz e Carlos Eduardo Bittencourt, então com 18 e 22 anos, tinham acabado de ver a peça New York, New York, de Edson Bueno, no Teatro Guaíra e resolveram esticar a noite num dos diversos restaurantes da cidade. Enquanto escolhiam os pratos do cardápio, lamentavam o parco número de peças de teatro em cartaz na cidade. Leandro, talvez entusiasmado pelo espetáculo que tinha acabado de ver, sugeriu ao amigo que ao invés de apenas lamentar, poderiam organizar um festival na cidade. Carlos ficou na dúvida, mas Leandro lhe desarmou com um célebre "Por que não?”.

A partir daí começou o corre-corre: campanha, patrocínios, programação e produção. Leandro e Carlos chamaram os amigos Cássio Chamecki e Victor Aronis Em dezembro de 1991 eles promoveram a festa de lançamento do Festival, que iria estrear no dia 19 de março do ano seguinte. Ninguém acreditaria que aquela idéia, surgida em uma conversa de restaurante, seria realizada com tanta agilidade, e nem que duraria tanto.

A Edição 1992 do Festival trouxe ao Paraná grandes nomes do teatro brasileiro, como Antunes Filho, José Celso Martinez Correia e Gabriel Vilella. Quando viram os convidados no saguão do hotel, os amigos sentiram um frio na barriga: "Meu Deus, olha só o que a gente fez".

Ao longo desses anos, 1607 espetáculos para um público estimado em 1,2 milhão de pessoas e o evento foi se re-inventando a cada edição. Tornando-se um exemplo de gestão de cultura no país.

Conteúdo
A Palestra apresenta:
* Estrutura do evento,
* Estratégias de ação e de relacionamento com patrocinadores e público aplicadas até a edição 2007
* Briefing e Campanhas publicitárias realizadas.
* Processo de organização e planejamento do evento.
* Analise dos efeitos gerados pelo evento nos âmbitos econômicos, sociais e culturais

Obs. O conteúdo e foco da palestra poderão ser adaptadas às necessidades do contratante.

Público alvo
Produtores de eventos e gestores de instituições sociais, culturais, de comportamento e entretenimento, e demais profissionais envolvidos na área cultural

Ministrante

Nany Semicek
Especialista em Gestão de Novos Negócios pela PUC-PR. Bacharel em Direção Teatral, pela Faculdade de Artes do Paraná, e atriz formada pelo curso técnico do Colégio Estadual do Paraná. Nany Semicek seguiu carreira de atriz e diretora teatral por 10 anos e é produtora de eventos teatrais, música e dança desde 1998. Foi Diretora Financeira do Sindicato dos Empresários e Produtores de Espetáculos do Paraná e, dentro da Calvin Entretenimento, exerceu a coordenação executiva do Festival de Teatro de Curitiba durante 6 anos, Festival de Cinema de Curitiba e administração e programação do Teatro HSBC Curitiba. Foi Assessora da Diretoria de Operações e responsável por projetos de controle de qualidade e comunicação da empresa Ingresso Rápido, em São Paulo. Atualmente é curadora de teatro da Secretaria de Cultura de São Paulo, além de desenvolver pesquisas na área de políticas culturais.

Conceito de Trabalho


Nosso objetivo é tornar projetos culturais viáveis, entendendo que “projetos de sucesso”, não
são apenas àqueles que obtêm lucros em seus empreendimentos, mas projetos que através de planejamento conseguem viabilizar com responsabilidade as metas a que se propuseram.


Companhias artísticas precisam ter, além das preocupações artísticas, um pensamento estratégico, administrativo e de atuação no mercado. Isso requer ação para conseguir resultados, mesmo que não seja, como em muitos casos do mercado cultural, o lucro, mas a satisfação de seus objetivos.


Requer, também, a transposição de conceitos e terminologia oriundos do ambiente empresarial – o que é distribuição de produto? E ponto de venda? E preço? E concorrente? E requer, finalmente, uma sistematização das ações de marketing levando em conta as peculiaridades do ambiente cultural.


Planejamento, pesquisa, análise, implementação de controle de programas e metas, criação, execução e de postura – que não dependem de altos investimentos, e sim de disposição intelectual para identificar e aplicar as oportunidades. É a necessidade um trabalho ativo para alcançar seus próprios objetivos em relação à imagem que o público e os investidores terão do seu trabalho (e esta será uma tarefa interminável).


Nosso trabalho é permitir que uma companhia artística conduza o processo de produção cultural
avaliando sempre as causas e efeitos de cada passo e objetivos desejados versus resultados alcançados. Para isso, é preciso ter domínio, ou visão geral, do que a companhia/artista representa, o que se deseja do Mercado, o que deseja alcançar com seu produto/manifestações artísticas, onde se pretende chegar e como atrair seu público.


Tudo que nasce, nasce pronto para mudar. E você, como agente cultural, também deverá estar
pronto. É preciso entender que aquilo que é produzido em um ambiente que num primeiro momento pode parecer isolado e independente, na realidade faz parte de uma grande engrenagem. E para integrar-se a essa engrenagem é preciso não “deixar para depois”.
Se as condições não estão favoráveis, que tal tentar modificá-las? Se é impossível mudar as
condições, que tal adaptar-se estrategicamente a elas?


Há muito trabalho a ser feito! E a boa notícia é que esse trabalho pode trazer ótimos resultados.
Lembre-se que o sucesso não é algo que acontece aos “sortudos”, mas sim àquele que se dedicam com perseverança , inteligência e método ao seu trabalho. A sorte que esperamos encontrar nos nossos trabalhos é na verdade resultado de situações criadas por nós mesmos.